Circuitos Eletrônicos de Acionamento dos Injetores

Como exemplo de Módulo do motor com sistema de injeção direta, usaremos o Jetta 2.0 16V TSI 200 cv, que usa a ECU sistema MED 17.5.2.

O princípio da eletrônica usado pelos módulos de comando para o comando de atuadores diversos é o transistor. Esse componente eletrônico trabalha com chaveamentos, para emitir pulsos positivos ou negativos. No sistema de injeção direta, teremos disparos constantes positivos de altas tensões e outros chaveamentos individuais negativos. Esses transistores de chaveamento negativo darão às tensões disparadas nos injetores um ”destino final” no aterramento, e assim um sentido de corrente.

Assim sendo,são necessários dois pulsos: um que chamamos de pulso ” comum” – que chegará para dois injetores, com tensão positiva- e outro que chamamos de ”individual”- que chegará para apenas um injetor por vez, sendo esse um sinal negativo. Por exemplo, em um veículo 4 cilindros teremos 2 pulsos comuns (1 para cada 2 injetores) e 4 pulsos individuais (1 para cada injetor). Para haver injeção deve ocorrer no mesmo instante um pulso comum e um pulso individual com diferença de potencial positiva e negativa.O disparo positivo e o retorno desse mesmo sinal em um destino negativo dentro da ECU, porém com uma pequena queda de tensão devido às resistências do circuito e fiações.

No módulo em questão, podemos localizar tais componentes fazendo uso de um esquema elétrico e um multímetro na escala de continuidade. Partindo do esquema elétrico, mapeamos o sinal de acionamento do Injetor 1. Nesse exemplo da central MED 17.5.2 a saída de sinal é individual para o injetor 1 é no pino 33 do conector A e o pulso comum pelo pino 31 do conector A.

Para que seja possível amplificar as tensões de disparo e manter tensões como fonte constante para os transistores, o hardware passou por um processo de robustez dos componentes de armazenamento de energia, como capacitores e indutores de amplificação. É possível fazer a leitura dos sinais amplificados em bancada, com o auxílio de um simulador de centrais em bancada e um osciloscópio.

Pode-se concluir com o uso da injeção direta de combustível, e usando tensões altas para disparo, conseguimos uma injeção mais eficaz por atomizar de maneira mais eficiente o combustível durante a injeção e conseguirmos intervalos cada vez menores entre uma injeção e outra. Também conclui-se que a evolução e robustez do hardware dos novos módulos tornou-se possível esses disparos amplificados e melhor controle dos tempos de injeção.

Fonte: Oficina Brasil

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