Evolução dos Módulos Eletrônicos do Motor

Para gerenciar todo esse sistema mecânico, foi necessário reestruturar as ECUs, com o foco na maior velocidade de processamento aliada a um robusto sistema de potência e amplificação de tensões de trabalho para disparo dos injetores. Faz-se necessário injetar combustível nos cilindros entre períodos muito menores, e ao mesmo tempo, suprir uma demanda de tensão e corrente elétrica de forma bem maior do que nos sistemas de injção convencionais.

O acionamento dos injetores do sistema de injeção direta necessita de pulsos positivos com curto espaço de tempo entre tais pulsos. Os circuitos eletrônicos de acionamento evoluíram para realizarem operações em períodos de tempo na casa dos microssegundos. No quesito potência dos pulsos, a tensão e corrente dos acionamentos são superiores às do sistema de injeção indireta. Por ser um sistema que opera muito rápido e que precisa vencer resistências altas dos injetores que terão que injetar combustível em um ambiente que está em alta pressão- as tensões de trabalho foram consideravelmente elevadas.

O pico de tensão maior tem função de ”abrir” o injetor, vencendo a inércia inicial da mola do injetor.Os picos menores são para manter o injetor aberto para a passagem de combustível em pressão, controlando assim os tempos dessa injeção. A tensão de pico para abertura do injetor, variando de sistema para sistema, pode chegar até 150V. A tensão para manter o injetor aberto e também realizar possíveis pré e pós-injeções ficam próximas da tensão de bateria.

Fonte: Oficina Brasil

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