Utilização do osciloscópio para fazer o diagnóstico que auxilia na reparação de módulos

O osciloscópio é o único capaz de realizar alguns testes que abordaremos a seguir. Confira a importância do domínio desse equipamento no dia a dia do reparador de Centrais.

O reparo de módulos está cada vez mais difundido nas oficinas mecânicas. Muitos profissionais tem se conscientizado da importância do domínio da eletrônica para realizar diagnósticos corretos. Por isso, é muito importante que o profissional use equipamentos de medição apropriados para realizar um bom trabalho.

Mas Infelizmente, ainda existe falta de mão-de-obra especializada no campo da eletrônica embarcada. Mesmo dentre os reparadores de centrais, muitos ainda não entenderam a importância por exemplo, do uso de um osciloscópio no diagnóstico.

Alguns usam apenas comparadores de sinais e multímetros, o que torna o diagnóstico e reparo possíveis através de tentativa e erro. No dia a dia da reparação de ECUs, o reparador não deve abrir mão de usar um osciloscópio!

Escolhendo um Osciloscópio

O osciloscópio é usado amplamente em vários ramos da Eletrônica. Devido a isso, existem diferentes tipos de osciloscópios no mercado. Quanto ao seu aspecto físico, os osciloscópios podem ser encontrados para compra em diversos modelos e formatos. Podem ser portáteis ou de bancada. Também existem modelos de osciloscópio que são apenas uma interface em que o usuário precisa de um computador para visualizar os gráficos. E ainda alguns modelos de scanners automotivos possuem um osciloscópio interno.

Com respeito a características técnicas, existem modelos de osciloscópios de 2 até 8 canais. Cada canal permite a medição de um sinal diferente ao mesmo tempo. No que se refere a frequência de operação do equipamento existem variações desde 10 MHz até 40 GHz. Para os testes em bancada nas ECUs, um osciloscópio de 2 canais e com a frequência de 50 – 70MHz já pode ajudar muito o reparador.

Modelos de Osciloscópio (2 canais, de bancada e 1 canal, portátil)

Diagnósticos em bancada

Para efetuar diagnósticos em uma ECU em bancada, uma ferramenta se torna muito importante para realizarmos um diagnóstico confiável e preciso – o simulador de centrais. Apenas com o uso de um simulador é possível obtermos sinais para medição com o osciloscópio.   

Com o uso de um simulador de centrais em bancada é possível gerar sinais iguais aos originais do veículo. Dessa forma, o osciloscópio se torna muito útil, visto que o objetivo é analisar sinais da ECU em condições diversas e variáveis de funcionamento. Alguns sinais com análise possível usando o osciloscópio e o simulador são o sinal do sensor de rotação, sensor de fase, sinal de acionamento dos injetores, acionamento da Válvula MProp, sinal de comunicação CAN, entre outras.  

No exemplo abaixo temos uma bancada com um simulador e o osciloscópio. Neste caso podemos visualizar no osciloscópio o sinal de comunicação CAN emitido pela ECU para comunicação entre módulos. Nesse teste, apenas com um osciloscópio é possível fazer comparações em tempo real de períodos de cada onda de CAN High e Low.

Análise do sinal de comunicação CAN com o auxílio de um simulador

Regulando um Osciloscópio

Antes de iniciar qualquer teste e diagnóstico em bancada com um osciloscópio, é importante efetuar algumas regulagens para obter sinais corretos e coerentes com o que vamos medir.  As principais regulagens são escala de tensão, base de tempo e posição da chave seletora.

Para regular a escala de Tensão, localize o seletor referente ao canal que será usado e procure uma indicação relacionada com Volts/Div. Essa regulagem indicará para o osciloscópio qual deve ser o valor de cada divisão vertical da tela em tensão, medida em Volts (Ex.: 5V).

Regulando a escala de tensão

Para regular a base de Tempo, localize o seletor referente a todos os canais e procure a indicação relacionada com Sec/Div. Essa regulagem indicará para o osciloscópio qual deve ser o valor de cada divisão horizontal da tela em segundos, milissegundos ou até microssegundos, dependendo do teste que faremos (Ex: 2.0ms).

Regulando a base de tempo

Outro detalhe que merece atenção é com relação à posição que está a chave seletora localizada na ponta de prova. Ela terá duas regulagens básicas – X1 e X10 – referentes à atenuação do sinal. Para fazer uma leitura real da amplitude do sinal devemos selecionar a chave para X1. 

Testes práticos com Osciloscópio

Um teste prático que podemos realizar na ECU em bancada é se está recebendo corretamente o sinal do sensor de rotação. Após fazer os ajustes necessários no osciloscópio, uma das pontas de provas é aterrada e a outra é colocada no ponto dentro da ECU que recebe o sinal de rotação. No caso abaixo o simulador em bancada está gerando o sinal igual ao do veículo e é possível visualizar no osciloscópio o sinal de rotação gerado.

Selecionando posição da chave seletora (X1 ou X10)

Além da medição em si, o osciloscópio possuí funções muito importantes em testes de sensores, como a função “Save”. Essa função abre a possibilidade de armazenar na memória interna do osciloscópio várias imagens de sinais diferentes medidos em diversas etapas do circuito eletrônico que está sendo testado. Isso possibilita comparações entre os sinais, períodos e amplitudes das ondas para localizar defeitos em componentes específicos que estão afetando o sinal matriz correto. 

Teste na entrada do sinal de rotação

Com a eletrônica cada vez mais presente nos veículos faz-se necessário usar um osciloscópio. O Profissional mecânico que não está habituado a usar um osciloscópio não poderá obter bons resultados. E na área de reparo de ECU isso é ainda mais vital. O Reparador não pode usar somente um multímetro para fazer diagnósticos numa ECU, pois o mesmo não consegue captar certos sinais vitais vindo de diversos sensores e sinais para atuadores. Para ser um verdadeiro profissional de reparo de ECU jamais abra mão do osciloscópio!

Fonte: Oficina Brasil

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