Dicas para realizar um reparo de qualidade nos sistemas de transmissões automáticas

Você já pensou alguma vez, por que alguns reparadores parecem nunca experimentar um retorno de serviço? Muitos técnicos bem sucedidos decidem em algum momento de sua vida profissional ser os melhores na sua função, o que é indicado pela sua constate busca por conhecimento. Estão comprometidos com um treinamento continuado, a leitura de publicações do ramo, participam de seminários, leem boletins técnicos e organizam seus arquivos para consulta rápida e fácil. Os reparadores que servem de referência para outros, pois vão a fundo nos detalhes, e nunca negligenciam procedimentos básicos para poupar tempo, entendem que se a verdadeira causa do problema não for localizada antes da remontagem da transmissão, poderá causar um eventual retorno, ou pior, o veículo poderá nem sair da oficina.

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Dicas para evitar problemas comuns na reforma de transmissões:

1. Sempre substitua as buchas. Isso manterá as peças alinhadas corretamente, mantendo também o fluido da linha de lubrificação em sua pressão correta para o funcionamento do conjunto;

2. A folga dos conjuntos de embreagens e regulagem das cintas são críticas para a operação correta e durabilidade da transmissão, portanto, atente-se sempre a esse processo e não o negligencie, pois são de vital importância ao funcionamento correto de um sistema de transmissão automática;

3. Verifique as superfícies retificadas (carcaças, corpos de válvulas, metades do corpo da bomba de óleo) quanto à planicidade. Uma lima de granulação fina funcionará bem para efetuar possíveis correções quando necessário. Também devemos analisar as placas de pressão, pois estas  também deverão sempre estar planas.

4. Confira a folga das bombas de óleo e seu desgaste respectivo. Quando aquecerem, alguns modelos de transmissão podem gerar códigos de patinação de conversor devido à diminuição do volume da bomba, mas como sabemos, uma correta análise o assegurará da real causa da falha;

5. Mergulhe todos os discos revestidos e cintas em fluido de transmissão (recomendado para cada modelo) por pelo menos 2 horas antes de realizar a montagem no conjunto final;

6. Lubrifique as peças móveis com fluido de transmissão durante a remontagem (fluido este recomendado pela fabricante para cada modelo de transmissão automática). Preste atenção com relação às buchas, os conjuntos planetários, arruelas de apoio e a bomba;

7. Utilize um torquímetro ao remontar a transmissão. Corpos de válvulas trabalham muito melhor quando torqueados uniformemente e corretamente. Em caso da montagem sem a realização desse procedimento, a vida útil do conjunto poderá diminuir significativamente;

8. Teste todos as solenoides  quanto ao recebimento e envio de sinais elétricos. Confira também se sua respectiva função de acionamento hidráulico esteja de acordo com o esperado. Verifique o funcionamento dos interruptores e teste os interruptores de pressão quanto a possíveis vazamentos;

9. Sempre utilize uma esponja para a remoção de rebarbas e superfícies rústicas do alojamento de acumuladores e servos de alumínio. Isso prevenirá que elementos indesejados caiam para dentro do conjunto e se tornem contaminantes ou até materiais que possam ser causadores de falhas nas partes móveis da transmissão.

10. Verifique a área de assentamento da junta nos reservatórios de fluido (cárter) quanto a rebarbas ao redor dos furos dos parafusos de fixação, batendo-os de volta para alisamento da superfície;

11. Verifique o alojamento dos servos de aplicação na carcaça quanto a danos, especialmente o furo de alinhamento do pino quanto a desgastes.

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Baseados nessas dicas, poderemos ter uma melhor noção sobre quais os principais tipos de defeitos que temos a condição de evitar. Lembre-se que qualquer tipo de retrabalho na oficina não é desejável e que todo o serviço deve ser sempre feito com atenção e cuidado.

Fonte: Oficina Brasil. Por: Carlos Napoletano Neto.

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